Candidata a vice de Zé Ronaldo, Mônica Bahia rebate críticas feitas por aliados de Rui Costa

A médica Mônica Bahia (PSDB), alçada ao posto de candidata à vice-governadora na chapa de Zé Ronaldo (DEM), reagiu às críticas feitas por aliados do governador Rui Costa (PT).

Desde sexta-feira (3), quando foi anunciada como integrante da chapa do DEM, a militante do Movimento Brasil Livre (MBL) passou a ser alvo de alfinetadas de políticos como o presidente do PT, Everaldo Anunciação, que chamou a médica de “fake”, e da deputada Fabíola Mansur (PSB). Em entrevista ao BNews, a socialista afirmou que uma integrante feminina na chapa democrata não significaria, necessariamente, que haveria defesa das causas das mulheres.

Em nota, Mônica Bahia se disse surpresa com o tom agressivo dispensado pelos adversários. “Recentemente, li algumas críticas vindas do presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, em matéria ao site Bocão News. Surpreendeu-me o tom agressivo e a ausência de conteúdo objetivo. O senhor Everaldo Anunciação fez, basicamente, três ataques vazios. Em primeiro lugar, procurou me desqualificar ao me descrever como uma das “principais articuladoras dos movimentos que apoiavam a ascensão de Michel Temer ao poder”, sugerindo que os movimentos democráticos estavam, particularmente, vinculados a “ascensão” de Michel Temer”, considerou a candidata.

Confira abaixo a nota completa de Mônica Bahia:

“Recentemente, li algumas críticas vindas do presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, em matéria ao site Bocão News. Surpreendeu -me o tom agressivo e a ausência de conteúdo objetivo. O sr. Everaldo Anunciação fez, basicamente, três ataques vazios. Em primeiro lugar, procurou me desqualificar ao me descrever como uma das “principais articuladoras dos movimentos que apoiavam a ascensão de Michel Temer ao poder”, sugerindo que os movimentos democráticos estavam, particularmente, vinculados a “ascensão” de Michel Temer.

O senhor Everaldo, porém, convenientemente, se esquece de que: 1) a escolha de Michel Temer como vice foi decidida pelo PT em negociação com o MDB; 2) Se a escolha foi, conscientemente, a de um histórico mau político – como alega o PT – então ainda mais grave é a irresponsabilidade do Partido dos Trabalhadores à frente do país. Não fui eu quem fez estas escolhas. E jamais me esquivei de tecer críticas, quando julguei apropriadas, ao atual presidente, em cuja chapa não votei.

Ainda mais vazia é a acusação de antipolítica. Fui militante de rua, cobrei do governo, exerci pressão nos deputados federais, pelo impeachment e por pautas que me pareciam justas como cidadã, médica e partícipe da democracia. É um direito que assiste a todos e é uma clássica expressão da política. A única “política” da qual sou radicalmente contrária é aquela que se ceva no Estado, busca aparelhá-lo e corrompê-lo. Essa é a má política. Espero que o sr. Everaldo Anunciação também seja contra ela.

Por fim, sobre as “fake news” recomendo uma consulta ao arquivo do MBL, especialmente ao trecho cortado da entrevista de Luciano Ayan ao Profissão Repórter, onde essas acusações são refutadas e invertidas: são expostas a “fake news” da grande mídia. Acusações semelhantes tem sido feitas no intuito, muitas vezes, de coibir a livre expressão de certa constelação da mídia alternativa, que surge na esteira da renovação do pensamento político brasileiro com compromissos claros com a pauta da defesa da família, da segurança, da redução da burocracia, entre outras.

Gostaria também de me dirigir a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) que, também em declarações recentes ao site Bocão News, mostrou preocupação acerca da representatividade das mulheres. Ela já teve a oportunidade de presenciar minha atuação em prol da saúde baiana quando, em visita a maternidade José Maria de Magalhães Neto, com o secretário de saúde, me pediu diversas informações sobre o funcionamento da unidade. Acredito, afinal, que a representatividade se constrói, sobretudo, pelo trabalho sério, pela defesa de pautas objetivamente relevantes à mulher e à sociedade como um todo, sem compromisso necessário com orientações ideológicas específicas. Meu histórico de médica obstetra e palestrante sobre a saúde da mulher, assim como as contribuições que dei, em palestras, para o debate sobre a segurança pública na Bahia me credenciam para enfrentar tais questões, tão importantes à mulher baiana.

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