Governador da Bahia é “detonado” pela coordenadora da ADUNEP: “O autoritarismo de Rui Costa é surpreendente”

A situação do Governador Rui Costa, se complica a cada dia, e a insatisfação dos servidores públicos com sua gestão chegou a níveis altíssimos.

Presente na concentração da Mudança do Garcia, nesta segunda-feira (4) de Carnaval, a coordenadora da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), Ronalda Barreto, fez críticas contundentes ao governador Rui Costa (PT). “Ao ser eleito, o ex-sindicalista não senta para conversar com os sindicatos, para negociar. O autoritarismo de Rui é surpreendente. E, sobretudo, ele toma medidas pragmáticas, que atacam a universidade no seu âmago. Para ser Universidade é preciso ter autonomia, nós precisamos ter a liberdade de cátedra, a liberdade de gerir os recursos, para produzir o conhecimento”, declarou a professora de História da Educação e Política Educacional. 

Ronalda rechaçou ainda as declarações dadas por Rui na imprensa, nas quais afirma que os problemas das universidades estaduais são de gestão. “E se ele gerisse, a gente pergunta: O que você quer, governador? O que você entende da educação, que não negocia conosco, que fazemos a educação, que estudamos a educação?”, questiona a coordenadora da Aduneb. “Os problemas identificados nós também identificamos, agora, a solução só é possível se for negociada. O governo federal traz o ministro estrangeiro, o governo estadual traz uma pessoa do Tocantins, que pra ele entende de educação, ou então tem uma proposta de militarização da educação”, critica as alternativas propostas pelas administrações públicas. “Então, ou o governador ouve essa sociedade que o elegeu, ouve essas universidades estaduais que fazem um papel importante na contra hegemonia, ou nós só teremos medidas esdrúxulas, autoritárias, que, infelizmente, nós temos que criticar”, acrescenta.

A professora afirma ainda que Rui tem sido tão autoritário que ataca o estatuto do magistério. “É uma lei executiva, que hoje o governo ataca. O governo intervém na universidade, definindo a carga horária dos professores de dedicação exclusiva. Ele, de uma vez só, atacou a produção do conhecimento, a pesquisa, a extensão e a pós-graduação, que as universidades estaduais é que interiorizam a graduação e a pós-graduação no estado”, declara Ronalda Barreto, elencando diversos problemas enfrentados dentro das instituições. “Falta papel, tem ar condicionados quebrados, nossas condições de funcionamento estão extremamente precárias, e o governador diz que não tem crise”, diz ela, propondo um desafio para Rui: “Após o governador dizer na mídia que o problema era de gestão – e ele desrespeita os gestores das universidades -, eu tive a oportunidade de dizer e vou repetir: governador, venha para a universidade, venha pro nosso cotidiano. Em dois dias é suficiente para você saber o que é crise da universidade, para dialogarmos com você, para você entender o que é autonomia e o que é necessário para ter universidades autônomas, que são fundamentais no desenvolvimento econômico do estado da Bahia”.

 

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