Gedoz cita Goiás como exemplo para Vitória sair da crise

A expectativa que a torcida do Vitória tinha pela volta por cima do clube na Série B após a parada da Copa América teve que ser prorrogada. O revés sofrido diante do Cuiabá por 1 a 0 na última terça-feira, 9, no Barradão, em Salvador, foi como um balde de água fria para os torcedores mais esperançosos. A situação é reflexo de uma sequência de sete partidas sem triunfos do Rubro-Negro. Nesse período, a equipe comandada por Osmar Loss conquistou apenas um empate.

No entanto, um dos atletas do Vitória permanece com a confiança em alta. Aniversariante do dia, o meio-campista Felipe Gedoz passou por situação parecida na temporada passada quando defendia as cores do Goiás. Na ocasião, o Esmeraldino concluiu a 9ª rodada da Segundona na penúltima colocação. Por isso, o atleta utiliza dessa experiência para servir de exemplo aos demais jogadores na buscar de reerguer o Leão na tabela.

“É uma coisa que todo mundo está cansado de escutar, da minha parte, no vestiário, do próprio exemplo que tive com o Goiás no ano passado. Em nove jogos, perdemos oito e empatamos um. Depois a gente teve uma fase que não perdia mais. É a união do nosso grupo, que está focado, mas é o mínimo detalhe que nos dá o resultado negativo. É ruim, é difícil, doloroso, mas temos que continuar trabalhando que a gente vai sair dessa fase negativa”, frisou.

Além da questão psicológica, o meia fez questão de destacar a necessidade de mudar a postura dentro de campo. “Nosso elenco tem capacidade. Quando a fase é péssima desse jeito, temos que ter os pés no chão, ter inteligência e saber jogar. A maioria dos jogos a gente vai enfrentar como foi o Cuiabá, que vem para se defender, por uma bola. A Série B é isso, temos que trabalhar para sair dessa situação”.

Para provar que o discurso não é da boca para fora, Gedoz afirma que procura dar o exemplo não somente dentro de campo, mas também fora dele. Um dos nomes criticados pelo presidente Paulo Carneiro, devido ao fato de ter chegado no clube acima do peso, o atleta utilizou a preparação intertemporada para alcançar a forma física ideal.

“Uma coisa que aprendi, foi que na nossa vida a gente vai ter muito mais momentos ruins, do que bons. Para mim foi tranquilo. O clima me favoreceu muito. Perdi até agora quase oito quilos. Isso é com minha dedicação. Conversei com Paulo Carneiro no começo, disse que queria apenas uma oportunidade para mostrar tudo o que sei. Estou feliz, satisfeito, com vontade. Sem isso não teria essa recompensa que estou tendo hoje. Batalhei, sofri, mas estou aí”, garantiu.

Para concluir, o jogador terminou falando da importância de ter o apoio de todos ao redor para que o clube consiga reverter a péssima fase.

“Converso com muitos companheiros, com minha família, com meu pai, principalmente, que foi jogador. Sempre digo que na vida, se só tivesse momentos bons, não teria graça. O futebol nos proporciona isso, momentos ruins e momentos bons. Esse momento ruim vai passar, não podemos baixar a cabeça, porque se começar a largar um, largar o outro, as coisas não andam. Tenho total certeza e confiança que a gente vai sair dessa. Para ser bem sincero, só falta a bola entrar”, finalizou.

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